Agosto de 2026
O aumento de casos e investigações de sarampo na Grande São Paulo reforça a necessidade de atenção também nos ambientes de trabalho. Por ser uma doença altamente contagiosa e transmitida pelo ar, o sarampo exige resposta rápida diante de sintomas suspeitos.
Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. A transmissão pode ocorrer ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, manter a vacinação em dia é a principal medida de proteção.
Vacinação: a principal forma de proteção
As empresas devem incentivar seus colaboradores a verificar se estão com o esquema vacinal atualizado:
- Pessoas de 1 a 29 anos: duas doses;
- Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
- Trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.
Entre 3 de agosto e 1º de setembro de 2026, os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliaram temporariamente a vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.
A dose aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias é considerada “dose zero” e não substitui as vacinas previstas aos 12 e aos 15 meses.
Em caso de dúvida, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde, levando a caderneta ou o comprovante de vacinação.
Quais são os principais sintomas?
As empresas devem orientar seus colaboradores a ficarem atentos à presença de febre acompanhada de um ou mais dos seguintes sinais:
- Manchas vermelhas na pele;
- Tosse;
- Coriza;
- Olhos vermelhos ou irritados;
- Mal-estar intenso.
Em geral, as manchas aparecem entre três e cinco dias após o início dos sintomas. Costumam surgir primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se depois pelo restante do corpo.
A presença desses sinais não confirma o diagnóstico, mas exige avaliação imediata em um serviço de saúde.
O que a empresa pode fazer?
- Divulgar informações confiáveis sobre o sarampo e a vacinação;
- Incentivar os colaboradores a conferir e atualizar o esquema vacinal;
- Divulgar a campanha temporária de vacinação vigente em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo;
- Orientar pessoas com sintomas a não permanecer no ambiente de trabalho e a procurar atendimento de saúde;
- Evitar reuniões presenciais e contato próximo envolvendo colaboradores com suspeita da doença;
- Acionar o serviço de saúde ocupacional, quando houver;
- Reforçar os procedimentos internos para comunicação de afastamentos por suspeita ou confirmação;
- Comunicar imediatamente à Vigilância Epidemiológica a existência de caso suspeito ou confirmado;
- Colaborar na identificação das pessoas que tiveram contato próximo com o caso;
- Orientar e encaminhar os contatos próximos ao serviço de saúde para avaliação e, quando indicada, vacinação de bloqueio em até 72 horas após a identificação ou notificação do caso;
- Seguir as orientações das autoridades de saúde sobre afastamento, retorno ao trabalho, monitoramento dos contatos e vacinação de bloqueio.
Quando o caso suspeito ou confirmado envolver um professor, aluno ou criança, também devem ser identificados e encaminhados para avaliação os estudantes, profissionais e demais pessoas que tiveram contato próximo no período de transmissão.
A vacinação de bloqueio é seletiva e deve considerar a idade, o histórico vacinal e eventuais contraindicações. A indicação deve ser definida pelo serviço de saúde ou pela Vigilância Epidemiológica. As ações de bloqueio podem começar ainda diante de um caso suspeito, sem a necessidade de aguardar a confirmação laboratorial.
A empresa não deve realizar diagnósticos nem determinar, por conta própria, quem deve receber a vacina. Seu papel é reconhecer os sinais de alerta, orientar a procura por atendimento, ajudar a identificar os contatos, reduzir o risco de exposição e colaborar com as autoridades de saúde.
Importante: as recomendações de vacinação e as medidas de controle podem mudar de acordo com o cenário epidemiológico. Em caso de dúvida, consulte a UBS, o serviço de saúde ocupacional ou a Vigilância Epidemiológica do município.
A orientação de bloqueio em até 72 horas e a campanha ampliada nos três municípios estão respaldadas pelo Ministério da Saúde.